- Minhas luvas, gosto das de napa, bem forradas. Meus chapéus, gosto dos de aba larga,
- Eu gosto das minhas luvas de pelica, curtas e castanhas e prefiro os chapéus de aba estreita e copa alta,
- Adoraria usar as luvas 7/8 mais amiúde!
- Que bela a pelerine de camurça!
- Ele foi ao alfaiate pegar a gabardine, enquanto ela esteve na modista provando um vestido de chantung para irem à soirée...
Outro dia isso fazia parte da vida das pessoas, como hoje faz parte dar enter em qq coisa que seja de dar enter: computador, telefone, caixa de supermercado... até pra passar na roleta do ônibus tem que esperar o trocador dar enter.
não é de bom alvitre andar com a cabeça descoberta
...a matança chegou a tal ponto que a ave se tornou extinta no século XVIII. E essa tragédia não termina por ai, pois a extinção de uma espécie não se dá sem efeitos nocivos sobre outras espécies, como no caso da árvore chamada "Calvária", cujas sementes alimentavam o Dodô. A árvore também está prestes a desaparecer. Sua semente só conseguia germinar depois que o Dodô se alimentasse de seu fruto e "gastasse" a casca grossa da semente. Hoje existem apenas 13 árvores de "Calvária" no mundo. As que ainda resistem têm mais de 300 anos de idade. Sem o Dodô, a Calvária está prestes a desaparecer para sempre...
Dodô e Calvária
...O Quagga é uma espécie de zebra ( cavalo ) que foi extinta há 120 anos nos prados da África do Sul. Seus hábitos eram idênticos aos das zebras atuais, porém como habitava uma pequena região, foi caçado tanto pela carne como pela pele, a ponto não sobrar mais nenhum na natureza. O último representante dessa espécie morreu no Zoológico de Amsterdã em 1883...
prazer, quagga
...O Tigre da Tasmânia foi considerado oficialmente extinto quando o último espécime morreu em 7 de setembro de 1936, no zoológico de Hobart, Tasmânia...
Leio o email de uma amiga que comunica a morte de seu único filho, de 19 anos. Sinto uma dor me cortar o peito e uma imensa e egoísta felicidade me invadir, por não ter filhos. Ainda bem que por isso não passo, penso, aterrorizada com a dor imensurável que desconheço! Ela comunica horários de serviços de funeral. Na mesma hora aparece um amigo celebrando um prêmio importante, que acaba de ganhar. Vamos comemorar, ele diz, vamos celebrar nossa bela vida, nossos sucessos! Não vou a nenhum dos dois. Estou como um torrão de açúcar a derreter, aos poucos, no chá temperado com uma lágrima de leite, levemente turva, perecível, frágil.
A vida se apresenta como a chuva diluviana que cai lá fora, vida torrencial, aos baldes na nossa cabeça descoberta. Onde está a arca que me leva a atravessar esse mar de novidades e desventuras para atracar em terras seguras, num mundo novo, onde as leis da vida sejam respeitadas, os meninos não tirem as próprias vidas, os amigos vençam sempre suas batalhas e sejam premiados e a gente tenha tempo para brincar com crianças, amar nossos amores e ir à praia pegar sol e respirar o ar salgado? Quero ter uma vida que não sei se existiu, nem no éden, nem na noite primordial.
Me sinto viva novamente, içada que fui pelos anjos que me cercam e me ajudam, iluminando meu caminho, personificados nos meus pais, na minha irmã, na minha falange de amigos protetores e amorosos. Meus candeeiros no lusco fusco cíclico da vida.
Sinto a luz da música lavar a minha ainda jovem aura, cai nas minhas mãos um texto sobre a sobrevivência às adversidades e o poder de domar da música. Me emociono, choro de novo, renovo meus votos e meu amor eterno. Enxugo a água que cai dos olhos. Amanhã parece que vai fazer sol...